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MEDO DA VIDA- CREDITAR NO CONTRÁRIO DO QUE SE QUER

Quando temos medo de que algo não dê certo, é nisso que acreditamos.  Acreditamos no contrário do que queremos. Sentimos medo da vida, ou acreditamos que ela trará algo indesejável.

Quando não sabemos o motivo pelo qual nossos planos, objetivos e sonhos não se realizam, a resposta pode estar no que mais acreditamos, em nossas crenças. O medo é a crença limitante no resultado negativo.

Medo da vida  – Você atrai o que mais acredita

Observe em que direções estão os seus pensamentos. Se para o lado da realização ou para o lado dos problemas que poderão acontecer. Estenda a perna e ande!  Coloque o pé na ponte que ainda não está lá. Ela estará lá quando você acreditar. Não tenha medo da vida. O medo não trará nada de bom no seu caminho, somente mais daquilo que você mais pensa.

As crenças são a estrutura subjetiva mais importante em nossa mente

Seguimos programas mentais e nossas decisões são determinadas por esses programas. Agimos em nosso ambiente tomando decisões baseadas no que acreditamos. Se possuímos crenças limitantes que nos traz medo, é assim que vamos agir.  Com medo de não dar certo, de sermos criticados, de não sermos merecedores, de não sermos aceitos. Vamos focar no que pode dar errado. Vamos gastar mais tempo pensando no que pode dar errado do que planejar ações para que nossos planos deem certos. Deixamos de viver a vida, para viver o medo da vida.

Como tomamos decisões quando estamos com medo da vida

Cada pessoa tem uma programação mental, baseada em crenças, valores, medos, experiências passadas e assim projeta no  ambiente o que mais acredita. Atraí mais daquilo que teme. Nossas estrategias internas são baseadas em nossas crenças, sejam elas fortalecedoras ou limitantes.

Vamos imaginar duas situações e as decisões que tomaríamos em cada uma delas.

Situação 1:

Andando em um parque, nos deparamos com um tigre feroz correndo em nossa direção. Nossos sentidos percebem a ameaça. O cérebro reptiliano responsável pela nossa sobrevivência, toma uma decisão em milésimos de segundos em  lutar ou fugir.  Nosso cérebro através dos neurônios produz neurotransmissores de  adrenalina e sinais elétricos e envia pelo nosso sistema nervoso e corrente sanguínea.  O sistema endócrino produz Hormônios através das Glândulas suprarrenais. Joga mais adrenalina na corrente sanguínea e todas as células e órgãos do nosso corpo ficam prontos para fugir ou lutar. Sendo um perigo eminente, saímos em fuga em uma velocidade muito acima do que estamos acostumados. Tomamos a decisão sem tempo para pensar de forma consciente.  Nosso corpo tem um programa instalado de preservação da vida.

Situação 2

Andando por um parque, nos deparamos com um homem alto, forte, com cara de poucos amigos correndo em nossa direção.

O que acontecerá agora nessa segunda situação, depende de nossa programação.

Possíveis decisões :

  • Se sua programação for de autoconfiança, de um lutador que possui crenças fortalecedoras a respeito de sua força, provavelmente continuará a andar, fechando o punhos,  criando uma imagem de uma possível agressão,  imaginando e criando estrategias internas, como reagirá. Vai estudando o homem de que forma vai ataca-lo se confirmado que se trata de uma agressão. Seu corpo vai produzir a mesma adrenalina que o homem que fugiu do tigre, mas essas substâncias químicas servirão para aumentar a sua força, atenção e energia para a luta e defesa.
  • Se sua programação for baseada em crenças limitantes de fraqueza, de medo do enfrentamento e de falta de confiança,  sua decisão inconsciente vai ser de retroceder. Seus sistemas internos produzirão a adrenalina para a fuga, mesmo sem ter certeza de que se trata de uma possível agressão física. Suas crenças limitantes tomarão a decisão de se afastar ou fugir.
  • Se sua programação é de paz e amor. Acredita que todas as pessoas são boas e ama conhecer pessoas. Sua programação possui somente experiências favoráveis em relação a pessoas. Seu corpo não produzirá adrenalina para fuga ou luta, mas produzirá dopamina, pois se sente feliz em fazer amigos e continuara andando em direção ao estranho homem, pensando em fazer mais um amigo. A imagem de agressão não passa pela sua cabeça, mas sim de mais um amigo para se divertir ou um parceiro de corridas. suas crenças fortalecedoras tomarão a decisção de continuar no caminho e buscar conhecer mais uma pessoa. Essa pessoa pode ter um conhecimento que você está precisando para o seu negócio. Pode ser o presidente da empresa que te contratará, um diretor da empresa que você trabalha ou alguém que te motivará a correr no parque.

Projetamos no mundo o que temos em nossos programas mentais

Os três exemplos de decisões refletem  programações distintas. O homem no parque pode ser um agressor, uma pessoa  praticando atividade física, alguém precisando de ajuda ou qualquer outra coisa. Tendo medo da vida corremos o risco de  projetar muitas coisas indesejáveis no ambiente em que vivemos. Nossos medos são o que acreditamos e isso cria situações no mesmo sentido. Projetamos para fora o que possuímos internamente.

Usando a PNL para superar medos

A PNL (programação Neurolinguística) possui muitos recursos para superação de medos e fobias. Uma delas é voltar na experiência que gerou aquele medo em você e procurar  ver o ocorrido de uma forma diferente. Criando um novo caminho neural em seu cérebro e um novo significado em sua mente.

Pare, respire fundo, limpe a mente e vá até aquele acontecimento. Sinta as emoções envolvidas. Depois saia desse estado, quebre o estado dando uns gritos para o ar. Em seguida, relaxe novamente,  visite um dia antes daquela experiência e ande mentalmente até o dia ocorrido, mas agora como você fosse o diretor do seu filme. Crie outra cena.

Sua mente não sabe distinguir se a experiência é verdadeira ou falsa, assim terá dois caminhos neurais para percorrer, a do medo e o da coragem que você criou ao dirigir o seu filme mental.

Experimente, o poder está na sua mente!

imagem: Pixabay

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