não consigo poupar dinheiro

Não consigo guardar dinheiro – Crença limitante

Naquele  sábado chuvoso,  a melhor alternativa era ir ao shopping Center e gastar dinheiro. Eu estava à procura de um novo celular mais moderno e aquele dia estava perfeito para ir as compras. Ao retirar meu velho celular do bolso, meio molhado parecendo uma pedra recém-tirada de um rio lamacento, escorregou e adivinha para onde foi parar? Dentro de uma boca de lobo na frente de meu shopping favorito.  Bocas de lobos são aquelas armadilhas que quando não estão entupidas de papeis e plásticos, estão de bocas abertas para abocanhar nossos pertences. Parecia obra do destino, ou aquela força da atração que age sempre quando queremos algo. Como eu queria muito trocar meu aparelho, logo até agradeci que o velho foi embora.

Entrando naquele lugar colorido, cheiroso e cheio de gente, encontrei um amigo. Conversamos um pouco e ele me relatou que sua vida financeira não estava lá essas coisas. Escutei de meu amigo a frase que ele nunca deveria falar: “não consigo guardar dinheiro!”


Porque ele falou, não consigo guardar dinheiro?

Ele sabia que eu era programador Neurolinguístico, e não se incomodou quando lhe falei para parar de repetir aquela frase para sua mente.

Enquanto falava mais um pouco da sua situação financeira, não resistir  e soltei uma pergunta poderosas, como diria  minha esposa  coaching. Perguntei ao meu amigo, Qual  era o motivo que ele não conseguia guardar dinheiro.  Ele respondeu com um olhar triste de peixe quase morto. Disse que estava com muitas contas. Pagando um absurdo de juros no cartão de crédito e usando limite do cheque especial.  Estava até tentando achar um segundo emprego.

Zona de conforto

Ele parecia uma pessoa que não ousava sonhar. A realidade parecia triste naquele momento para ele e o ambiente que estava era uma busca de um pouco de alegria pelo consumo, parecia estar aceitando a situação e entrando em uma zona de conforto.

Deu vontade de  arrastar ele para fora dali, pois alguém que está devendo o limite do cartão  de crédito, o shopping center é o último lugar no mundo que ele deveria estar.  Voltei a perguntar o que ele fazia ali.  Afinal uma mente não preparada para as armadilhas do neuromarketing, logo estaria motivado a aumentar seu debito no cartão, pagando mais juros sobre juros para a alegria das operadoras de cartão e bancos. Respondeu com alguma coisa que nem lembro mais, pois eu estava mais interessado em desvendar aquele mistério de que meu amigo não conseguia guardar dinheiro.

Fiz mais algumas perguntas para entender a situação. Sabia que a mente dele estava omitindo informações e distorcendo  algumas coisas. Queria analisar sua afirmação de que não conseguia guardar dinheiro. Afinal,  o que eu poderia fazer de melhor em pleno sábado?  São Pedro tinha resolvido derramar água com um caminhão pipa lá de cima. Fui para casa e comecei a escrever este texto para enviar o meu amigo. Adaptado é claro!  Queria mostrar-lhe que, o que estava errado não era sua falta de capacidade em guardar dinheiro, mas sua programação mental para lidar com ele.

Usando ferramentas de PNL

Usei ensinamento de Robert Dilts para analisar sua frase e descobrir o que poderia estar errado na sua forma de pensar sobre o dinheiro. Utilizei uma ferramenta da PNL (programação Neurolinguística) chamada níveis lógicos ou níveis neurológicos . Como meu amigo havia falado com mais ênfase que não  conseguir fazer alguma coisa, no caso, guardar dinheiro, logo imaginei que seu problema estaria nos primeiros níveis lógicos, na base da pirâmide.

Usando os Níveis lógicos

níveis neurológicosUsar o modelo dos níveis neurológicos nos permite compreender de uma forma clara e estruturada porque alguém se comporta ou pensa de determinada forma.Eles são divididos em uma pirâmide em seis níveis. Ambiente, comportamento, capacidade, crenças e valores, identidade e espiritual. Analisando os níveis, pode-se edificar em quais níveis está a raiz do problema e criar estratégias para mudança. Analisei a frase que meu amigo havia dito: “não consigo guardar dinheiro.”

Analisando o problema e estruturando uma solução

Vamos analisar aonde está o problema quando alguém fala que não consegue guardar dinheiro.

Ambiente

Começando da base da pirâmide dos níveis lógicos, podemos perceber que não se tratava do ambiente que impedia ele guardar dinheiro. Até poderia ser se ele tivesse dito que não conseguia guardar dinheiro neste lugar, mas não foi o caso. Então vamos colocar da seguinte forma. Temos um ambiente favorável para negócios e aplicações financeiras e informação em abundância. Ele precisava apenas acreditar nesse nível, que vivemos em um universo de infinitas possibilidades. Assim meu amigo está no ambiente certo. Sabia que ele gostava do seu trabalho e que sua esposa também trabalhava, formando um ambiente alinhado com o que ele desejava para sua vida financeira.

Comportamento

Subindo um nível na pirâmide dos níveis lógicos, analisando o comportamento de meu amigo, podemos perceber que seu comportamento poderia apresentar algumas omissões ou distorções a respeito de sua situação. Afinal um bom orientador financeiro não teria muito trabalho para convencer meu amigo a sair daquele lugar. Pois era convidativo ao cérebro para gastar o dinheiro que ele não tinha. Seu comportamento não estava de acordo com alguém que possui dividas no cartão de credito e cheque especial. Ele precisa deixar de frequentar lugares que geravam gastos, enquanto não estiver quitado suas dividas e guardando algum dinheiro. Seu comportamento diante do dinheiro precisava de ajustes. Ele mesmo com dividas continuava a gastar, criando um buraco ainda maior em suas finanças. Ele precisava subir mais um nível para alinhar tudo. Então esse nível do “comportamento” estava desalinhado com seu objetivo financeiro.

Capacidade (estratégias)

Analisando o que falou meu amigo, percebe-se que faltava-lhe a capacidade de criar estratégias para sua vida financeira. Enviei-lhe algumas sugestões:

  • Fazer um orçamento familiar – para descobrir para aonde estava indo o dinheiro.
  • Cortar gastos que não sejam realmente necessários para o orçamento familiar. (Exemplos: jantares, viagens, levar sua comida para o trabalho, ir trabalhar de ônibus, cortar contas de celular, tv por assinatura, e é claro, passeios no shopping.)
  • Criar metas de diminuição de gastos até o nível de sobrar para guardar. Pode ser um valor pequeno para começa a criar o hábito e depois de estabelecido o hábito vai aumentando os valores que serão guardados.
  • Aprender sobre juros compostos – envie-lhe um exemplo de juros compostos. 100 reais guardados mensalmente a 1 % ao mês, em 120 meses ele teria 23 mil reais. Expliquei-lhe que cada 100 reais gastos no mês, são 23 mil que deixara de ter depois de 120 meses.
  • Outras estratégias – enviei-lhe outras estratégias, que não descrevi aqui para que o post não ficasse muito extenso. E sugeri que ele criasse junto com a família.

Crenças e valores (motivação ou permissão)

Subindo mais um nível na pirâmide dos níveis lógicos, chegamos um dos maiores problemas do meu amigo. Suas crenças a respeito do dinheiro. Percebi que ele acreditava mesmo que  não conseguia guardar dinheiro. Era sua crença inconsciente que o fazia gastar mais do que ganhava e achando não ser possível guardar dinheiro, nem tentava algo diferente. Suas crenças limitantes sobre o dinheiro o estavam aprisionando em um estado de pobreza e preocupação. Não conseguir ver mais coisas. Sua mente havia se fechado para outras possibilidades além de consumir para sentir-se feliz.

Enviei-lhe também alguns exercícios para alteração de suas crenças. O principal foi um exercício de afirmações positivas e ele nunca mais deveria  falar afirmações negativas do tipo “não consigo guardar dinheiro”.

Não subi mais níveis na pirâmide devido não ter identificado problemas no nível identidade ou espiritual. Mas nos níveis abaixo é que estavam em desacordo com seus objetivos de vida. Enviei-lhe minha analise de sua programação orientando que ele precisava alinhar seus níveis lógicos com o que ele pretendia para o futuro (objetivos).

Ele estava endividado, sem estratégias para sair das dívidas, sem motivação para agir, acreditando não ser possível mudar a situação. Possuía crenças limitantes que o impedia de tentar, tirando-lhe a liberdade de sonhar com uma vida abundante.  Ainda possuía comportamentos que contribuíam ainda mais para aprofundar o buraco nas suas contas. No futuro próximo ele estaria em grandes problemas financeiros.

Todos podem aproveitar uma vida abundante. Quando se muda  uma crença, portas se abrem,  a mente vê mais coisas que antes não via.  Como disse Jack Canfield, a percepção é dirigida pelas crenças e objetivos.

 

 

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