um mundo melhor

Ver um mundo diferente – Metáfora curta

Aquele dia parecia um pesadelo. Estava escuro, sem sol, vento soprando poeira no rosto, motoristas buzinando para pedestres, e algumas mulheres xingavam motoristas em cima das faixas de pedestres.  Uma única Vaga preferencial  já estava ocupada por um carro esportivo, demonstrava total desrespeito.   Motoqueiros faziam malabarismos em meios a retrovisores e rodas dos coletivos, enquanto aceleram para forçarem passagem.  Ônibus lotados de trabalhadores e consumidores se acotovelando disputando assentos e espaços que não existiam.

Empresários e donos de pequenos negócios sem muita esperança para o dia tentavam lutar contra a poeira que insistia em sujar seus espaços. Dava para ver os balõezinhos dos pensamentos tristes e de decepção que saiam de suas cabeças tristes. Lojas vazias, com ambulantes no meio da rua oferecendo de tudo. A moça entregando panfletos, promovendo algo que ninguém estava com disposição  de ler.

No banco de praça, alguns homens mais velhos sentados, pareciam estar esperando algo que  já não viria mais. A poeira levantada pelo vento incomodava mais do que a bengala caída no chão. Os lenços espalhados pela pequena sobra de grama batida pelas botas de quem não se importava com a placa espetada na terra. O pedido  para não pisar na grama representava apenas algo atrapalhando o caminho.

Um menino era puxado pelo braço. O pai sem paciência arrastava a criança para estudar e não ter um futuro como o dele.  Apressado ainda tinha que ir produzir algo que não importância para ele. O ciclista quase bate na mulher que andava com medo, segurando a bolsa esperando que alguém fosse rouba-la.

A vida naquele dia parecia meio escura, sem graça e sem alegria.

Então virei a esquina. Agora o dia parecia um sonho. tudo estava diferente. O tempo estava agradável, as nuvens  me protegiam do sol, assim podia caminhar sentindo o frescor daquela manhã. O vento soprava agradavelmente enquanto  dava trabalho ao comerciante que com alegria passavam o pano branco e úmido no balcão enquanto mostrava para o amigo a poeira que o vento havia trazido. O ar apressado renovava o frescor do ambiente dentro das lojas. Pessoas estavam vindo em multidões em carros e ônibus para comprar em suas lojas, motoqueiros se apressavam para chegar a seus postos de entregas, parecia que as vendas seriam ótimas e eles teriam muito trabalho naquele dia. Uma moça distribuía panfletos que eram usados para embrulhar flores, enquanto outros guardavam para ler mais tarde. Mesmo não sendo o melhor horário para a leitura, pegavam com educação e olhavam as imagens que lhes agradavam aos olhos. As buzinas pareciam despertadores para os ouvidos daqueles que ainda precisavam acordar. Mulheres atravessavam faixas de pedestres e orientavam os motoristas que sem querer invadiram um pouco da faixa. O rapaz apressado para pegar o avo mesmo parando em vaga preferencia, mostrava o total respeito pelo idoso que precisava de companhia. Alguns homens conversavam nos bancos da praça. Contando causos do tempo passados, riam com o vento que soprava seus rostos. Os lenços que voaram,  agora misturados, ninguém mais sabia qual era de quem, motivo para rirem mais ainda. Buscavam com um abraço e outro se  protegerem da poeira que o vento varria da praça para deixa-la mais limpa e agradável para aqueles senhores alegres. A grama encontrava novas maneiras para se reinventar no meio de tantas maravilhas. A terra depositada pelo vento generoso era o adubo necessário para se fortalecerem.  Ainda uma placa plantada, valorizava o espaço, dizendo com educação,  para não pisar da grama. O homem apresado puxava o filho pelo braço para ele não perder o dia de brincadeira na escola infantil, alegre motivado pelos seus objetivos os quais seu trabalho bem feito fazia parte deles. Uma senhora apoiava o braço na bolsa que continha coisas preciosas e importantes para ela, sentia a segurança de segurar algo que poderia ser uma proteção. O ciclista se divertia com as pessoas que se assustavam, às vezes, com ele andando se forma tão esperta. Depois do susto à senhora,  pedindo desculpas, com um sorriso no rosto lhe desejou um ótimo dia. Aquela rua era tudo de bom, tudo era perfeito. Ao virar a esquina  decidi ver um mundo diferente para começar aquele dia.  Começou ótimo, feliz e engraçado.

A escolha por qual rua queremos andar é nossa. Neste dia!

TAGS: Ver um mundo diferente! Metáforas custas, PNL, Programação neurolinguística.

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